Join 📚 Entre Leituras - Marcelo Ribeiro
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A ancestralidade tanto pode ser concebida como um princípio filosófico do pensamento civilizador africano quanto pode ser vislumbrada como um canal, um meio pelo qual se esparge, por todo o cosmos, a força vital, dínamo e repositório da energia movente, a cinesia originária sagrada, constantemente em processo de expansão e de catalisação.
Performances Do Tempo Espiralar, Poéticas Do Corpo-Tela
Leda Maria Martins
A história da modernidade e da globalização não é a história da mundialização como criação de um mundo ou de um sistema mundial; em vez disso, a modernidade é o nome do início de um processo opressivo de destruição de mundos, que se desdobra na globalização e dissimula sua violência com o programa multifacetado de constituição de um arquivo universal e de um consenso de ordenamento do mundo como globo. Esse ordenamento remonta ao projeto enciclopédico e se desenvolve atualmente sob a forma de processamento de dados em grande quantidade (big data), passando pelo museu e por outras formas de arquivamento, que operam na direção de alguma modalidade de unificação cosmotécnica associada à configuração do mundo como globo.
Em busca do mundo: literatura e cinema como dispositivos cosmotécnicos e aparelhos cosmopoéticos
Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro
A Guilde parece consistir nas gerações mais jovens, ou mais precisamente na geração que era a mais jovem na década de 1990, e reúne indistintamente nomes como Téno e Bekolo, cujos estilos e abordagens não podem ser mais diferentes, apesar de seu desejo comum de articular uma nova ideologia da linguagem cinemática, da chamada política cinemática. O que os une é a clareza no uso da ironia, especialmente o endereçamento irônico à câmera. No entanto, as diferenças são significantes: Bekolo frequentemente voltou-se para o jump-cut e para ritmos de montagem e movimento disjuntivos, influenciados pelo jazz, enquanto Téno manteve um estilo mais linear, realizando ao mesmo tempo narrativas com uma voz over de forte assinatura subjetiva, cuja ironia profunda é baseada não em uma estética pós-moderna mas naquilo que Jameson repudia enquanto marca do pós-modernismo: um compromisso com valores fundacionais mais do que a política do pastiche
Cinema africano: perturbando a ordem (cinemática mundial)
Kenneth W. Harrow
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